Possível surto de hantavírus preocupa autoridades após casos fora de navio de cruzeiro; OMS monitora situação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) segue monitorando um possível surto de hantavírus ligado ao navio de expedição polar MV Hondius, após novos casos suspeitos serem identificados até mesmo fora da embarcação. Até o momento, ao menos três mortes já foram registradas e passageiros continuam sendo acompanhados por autoridades sanitárias em diferentes países.
O navio, que saiu da Argentina e passou por regiões próximas à Antártida antes de seguir rumo a Cabo Verde e Ilhas Canárias, transportava cerca de 147 pessoas entre passageiros e tripulação. Segundo a OMS, alguns infectados podem ter contraído o vírus antes do embarque, mas a hipótese de transmissão entre humanos — considerada rara — também está sendo investigada.
A variante identificada em parte dos casos seria a cepa Andes, conhecida por ser uma das únicas formas do hantavírus com potencial de transmissão entre pessoas. Ainda assim, autoridades internacionais afirmam que o risco de propagação em larga escala é considerado baixo neste momento.
Casos suspeitos e confirmados já começaram a aparecer em diferentes países após o desembarque de passageiros. Há registros de pacientes monitorados ou internados na África do Sul, Suíça e outros locais da Europa. Um passageiro procurou atendimento médico após receber um alerta enviado pela operadora do cruzeiro informando sobre o possível surto.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Os sintomas podem incluir febre, dores no corpo, dificuldade respiratória e complicações graves nos pulmões e no coração. Apesar da preocupação internacional, a OMS reforçou que “não há necessidade de pânico” e que o episódio não indica, até agora, o início de uma nova pandemia.
